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O que é e como aplicar a inovação disruptiva

​O termo inovação disruptiva se tornou um jargão famoso no mundo do empreendedorismo, utilizado como um sinônimo de uma empreitada nova ou moderna no mundo dos negócios. Mas será que é isso mesmo que significa inovação disruptiva? Aprenda um pouco a respeito dessa teoria!

O que é inovação disruptiva?


O termo inovação disruptiva surgiu em 1995, criado por Clayton Christensen, e designava o processo no qual uma empresa de porte pequeno criava uma ruptura com um setor já consolidado no mercado de alto nível, apelando para estratos menos abastados , em setores ainda não explorados.


Isso ocorre porque muitas empresas de grande porte, as chamadas “donas do mercado”, focam exclusivamente em atender as demandas de grandes clientes, capazes de pagar caro por serviços de alta qualidade, que estão na ponta de um mercado. Era o caso, por exemplo, dos computadores no início dos anos 90, fabricados apenas como solução para empresas de grande porte, que podiam investir muito dinheiro em uma tecnologia de alta linha.


Com a avanço dessas soluções de “topo”, grande parte do mercado não é servida e é nesse ponto que a inovação disruptiva entra como estratégia.


A teoria da inovação disruptiva prevê que empreendedores se atentem para essas lacunas do mercado, para antecipar uma exigência que sequer existe entre os consumidores. Ela não busca disputar o “alto mercado” com as gigantes, mas suprir a necessidade de possíveis consumidores que estão fora do radar dessas gigantes, muitas vezes oferecendo um serviço de qualidade ligeiramente inferior ao que é produzido para topo de linha, por um preço mais acessível.


Essa estratégia pode ou não dar certo, mas caso seja vitoriosa, ela pode transformar toda a paisagem de um mercado. Um exemplo forte é o Netflix. Quando o Netflix surgiu, seu serviço de vídeo por encomenda não acusava um verdadeiro risco às grandes franquias de locadoras. Pelo contrário, o cliente que normalmente alugava e comprava DVDs dificilmente trocaria o precioso hábito de frequentar locadoras por arquivos digitais online. No entanto, aos poucos o Netflix foi capaz de criar um serviço de vídeo em streaming por demanda capaz de entregar ao usuário um catálogo cada vez maior, com qualidade e comodidade e por um preço baixo. O resultado já sabemos, a crise das locadoras modificou completamente a forma das pessoas consumirem mídia audiovisual.


Esse processo pode ser chamado, claramente, de inovação disruptiva. Isso porque o Netflix não começou com um grande financiamento ou buscando realmente disputar o mercado com um gigante como a Blockbuster. Seu serviço no começo apelava apenas para alguns usuários acostumados ao mercado online e para pessoas que buscavam preços mais baixos para adquirir filmes, sem se importar com a mídia. Aos poucos, no entanto, o serviço se tornou algo inovador, que antes nem mesmo existia, moldando um novo caminho para esse mercado.


Muitas vezes, quando obtém sucesso, a inovação disruptiva ocasiona esse tipo de mudança cognitiva na forma como as pessoas consomem. O Spotify, por exemplo, certamente não iniciou seu negócio com o intuito de disputar o mercado com a indústria de CDs. Na verdade, a empresa foi capaz de capturar um desejo latente de consumo musical mais direto e conveniente, a partir da emergência da pirataria na internet. Era claro que um faixa do mercado não estava sendo atendida, pois as pessoas desejavam acesso fácil e barato às músicas, ainda que a qualidade fosse ligeiramente inferior.


No entanto, o que antes era um nicho voltado apenas para os usuários que desejavam encontrar música online sem dificuldades, foi capaz de substituir grande parte do mercado musical, mesmo das pessoas que consideram a mídia física como essencial.


É por isso que a teoria da inovação disruptiva descreve um processo e não um resultado. Não se trata, em definitivo, de gerar a ruptura como um resultado, mas de inventar uma forma de superar um modelo de mercado a partir de suas bordas. A partir dos nichos que não são atendidos pelas grandes empresas que controlam o jogo. Para além disso, o processo de substituição de um modelo pelo outro pode demorar décadas.



Como utilizar a inovação disruptiva em meu negócio?


A inovação disruptiva é uma estratégia que pode ser utilizada em qualquer ramo. O que importa é prestar atenção às suas características principais, bolar uma estratégia inteligente e ter vontade de se aventurar.


Uma das principais qualidades da inovação disruptiva é simplificar o acesso, ou mesmo o produto, entregue ao cliente. Como já vimos, por conta de empresas de alto nível focarem apenas nos seus melhores clientes, o acesso à determinadas tecnologias fica inviável para uma parcela do mercado.


Por esse motivo, na inovação disruptiva, começar oferecendo itens de qualidade inferior não significa fazer mal negócio. Você lembra o quanto a Wikipédia foi criticada em seu surgimento por não possuir o tipo de curadoria aplicado no mercado de enciclopédias? Isso porque no início esse site era de grande valia para estudantes ou curiosos, porque não custava nada, enquanto enciclopédias com seus grandes e numerosos volumes costumavam povoar as prateleiras de pessoas ricas. Hoje em dia você pode ser o homem mais rico do mundo, ainda assim vai pesquisar na Wikipédia muito antes de olhar um número da Barsa.


Ao aplicar a inovação disruptiva você está buscando atacar justamente a camada menos atingida do mercado, por isso é necessário perder a vergonha de começar com um produto de menor qualidade, pois é justamente por meio da inovação que todo um mercado pode ter seus valores ajustados no futuro.


Outra dica de ouro para quem deseja aplicar a inovação disruptiva é buscar resolver uma questão, que às vezes chega a parecer despercebida. Um dos casos mais simbólicos é o Uber. Quem imaginou que o uso de táxis poderia mudar tanto com um app? Acontece que o Uber resolveu um problema que estava invisível: a distância entre os usuários e os veículos que oferecem as corridas. Como o Uber é capaz de encontrar um motorista que está o mais perto possível de você, o tráfego do veículo e respectivamente o custo com combustível, diminui. O motorista não precisa mais voltar para a base e esperar a ligação de um cliente que pode estar no outro lado da cidade, já no percurso de sua corrida A, ele encontra uma pessoa para a corrida B e assim todo um serviço é otimizado.


No caso, o Uber é um exemplo de inovação que já iniciou oferecendo um serviço de qualidade, mas ainda assim, foi capaz de aproximar um nicho de usuários que não estava acostumado a tomar táxis, por seus preços baixos, comodidade e segurança.


Existem muitas formas de aplicar e encontrar a inovação disruptiva em seu negócio, porém é importante lembrar que essa teoria trata do processo e não de seus resultados. Muitas tentativas falham, outras obtêm muito sucesso, cabe ao empreendedor definir quais são suas melhores chances e como deve investir melhor o seu dinheiro.


Boa sorte!






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